O Fim de uns é apenas o inicio de outros...

sexta-feira, maio 31, 2013

P3/P4 Final - Ragnarok

O guincho estridente da serpente metálica ecoa por todo o bosque afastando qualquer esperança de que o grupo sairia vivo dali. Em seu visor a serpente tem como inimigo qualquer forma de vida humanoide. Dimitri ainda atordoado pela presença aterradora daquilo que seus anciões chamaram de Jormungand lança apenas um grito alto:
- Se querem sobreviver... Corram!!! – Grita enquanto parte as correntes que prendiam os outros lobos as arvores.
            A serpente ainda imóvel ativada uma pequena centena de lasers que tocam toda a área analisando cada centímetro do perímetro e logo começa a comunicar-se com uma voz metalizada. O dispositivo de Bruna vibra juntamente a “voz” da serpente e começa a traduzi-la quase que simultaneamente.
            - Quantidade de Humanos encontrados na área de alcance da sondagem... 353 mil....
-..Forma humanoide encontrada, fora dos padrões genéticos, mutação a nível celular, traços lupinos correspondentes a formas primitivas de animais, força 570% maior que de humano comum, velocidade 314% acima de humano comum, resistência física 398% acima de humano comum, reação extrema celular a exposição de raios lunares, raios lunares são agentes de reação biológica de mutação a nível celular, condição...
-...Forma de vida tratada como ameaça rank ST2, necessária neutralização eminente... Analisando forma de neutralização eficaz.... Neutralização com única opção viável: Destruição do satélite terrestre denominado Lua....
Dimitri para ao ouvir a tradução, fazendo com que o resto do grupo pare juntamente, com exceção dos demais lobos que incontroláveis e tomados pelo medo fogem para o mais longe possível:
- Espera... essa coisa falou que a serpente vai destruir... a Lua?!!??! – Fala Dimitri ainda sem crer no que acabara de ouvir.

Antes que qualquer um pudesse confirmar aquilo que Dimitri não conseguia acreditar, a gigante de ferro se contorce, fazendo seu corpo ranger ao som metalizado macabro das placas de metal que se separam e de suas costas um foguete pequeno para o tamanho da serpente, mas grande para qualquer um ao seu lado, é içado para fora do corpo como uma bandeira. Antes que qualquer um possa fazer o mínimo movimento para impedir o ataque da serpente a lua, o foguete é disparo com uma velocidade impressionante, deixando para trás um grande rastro de fumaça cinza avermelhada até sumir nos céus.
- Não há mais nada a fazer... está tudo acabado... - Sasha balbucia as palavras enquanto cai ajoelhado olhando para os céus.
Tudo parece se silenciar e ficar inaudível quando o clarão colossal engole a Lua no céu escuro de Moscou. A lua se parte ao meio, uma das metades se mantém "inteira" enquanto a outra se desfaz em fragmentos menores que são lançados para todos os cantos do espaço, e inevitavelmente em direção a terra; tornando "pequenos" fragmentos em gigantescos comentas que caem em rota de colisão com a terra.
Ao mesmo tempo que os estilhaços da lua caem bombardeando tudo próximo ao grupo, Dimitri e os anciões caem urrando e se contorcendo, enquanto seus corpos regridem em tamanho e força; Bruna tem apenas como ação destruir qualquer rocha que caia em direção ao resto do grupo, tentando proteger a todos, mas logo os cometas são muitos até mesmo para as armas de Bruna darem conta; as explosões lançam a todos para o ar, dividindo o grupo quase que por completo.
- Esta é a profecia a qual os anciões falavam... "A serpente de prata há de devorar a Lua, manchando de sangue os céus e assim dando inicio... ao Ragnarok..." - Balbucia Sasha, ajoelhado e com queimaduras que cobrem boa parte do seu corpo.
Dimitri recobra a consciência, Bruna o ajuda a se manter em pé e se aproximar a Sasha; Viktor se une aos demais, alguns ferimentos no corpo, mas nada grave como os de Sasha. Bruna e Viktor tentam auxilia-lo ao máximo da melhor forma possível, mas são interrompidos pelo próprio Sasha, que aponta aos céus, onde a outra metade maior da lua, agora se encontra escandescente e em rota de colisão com a terra.
Dimitri rapidamente se levanta e tenta fazer com que os outros façam o mesmo, mas é impedido por Viktor que o segura pelo braço enquanto balança sua cabeça de forma negativa. Bruna vendo tudo aquilo acontecer e o ínfimo fio de esperança se romper, cai aos prantos; seu choro logo é acompanhado pela voz de Sasha, que começa a entoar cantos nórdicos lamuriosos que falam sobre a queda de grandes guerreiros, sobre a vida... e sobre a morte.
- Que as valquírias levem nossas almas ao Valhalla, não se entristeçam, pois a morte não é o fim, e sim apenas uma passagem!! - Urra Viktor enquanto a lua já toma todo o céu de Moscou.
Mas assim que termina de desferir aquelas que seriam suas ultimas palavras, Viktor e todos os outros escutam uma voz ecoar e rapidamente as palavras surgem como trovões.
- Para você sim velho, a morte é o fim. Mas não para aqueles que são escolhidos como parte do meu "exército"... Levantem Humana e Fera, pois o fim deste mundo é chegado; mas não o fim do mundo que existem em vocês!
 (Fim P3/P4 Final - Ragnarok)

domingo, maio 12, 2013

P3/P4 - Nутешественник/Viajante


O amontoado de aço começa a pulsar e fazer barulhos estranhos enquanto Dimitri mantém distancia, mas rapidamente o amontoado de metal se contorce se junta e se molda ao corpo da garota no chão; diminuindo parte da desconfiança. Dimitri então se aproxima e checa se a garota esta bem; Bruna recobra os sentidos aos poucos e se depara com uma visão de um lobo gigantesco, que pede que ela fique calma e não se assuste...
- Ahhhhhhhhhhhhh!!!!! M-ma-ma-ma mais que... Lycan mais fod*! – Grita Bruna correndo em direção a Dimitri.
- Eu amei a forma que fez a customização da estética, você tá usando o que? Photo Spade? CosLuminos? Ou aqueles velhos costumes físicos??? Hum? – Bruna roda e roda em volta de Dimitri, mexendo nos pelos, orelhas, cauda e patas do grande lobo.
A única reação de Dimitri é segurar Bruna fortemente com as mãos e retrucar com um tom meio rude.
- Quem é você garotinha? Não está assustada? Eu sou uma maldita aberração, não um bichinho de pelúcia! – Fala Dimitri sacolejando Bruna com as mãos.
- Err... como assim... você não é um... omg... Ahhhhhhhhhh! Monstro!!!!! – Grita Bruna esperneando enquanto Dimitri a segura com ambas as mãos.
Bruna se acalma com o tempo enquanto Dimitri e Viktor explicam o que eles são e sobre a maldição que carregam; chegando ao ponto em que Viktor ao invés de responder, questiona:
- E quanto a você garota, de onde exatamente saiu? E que estranho aparato é esse? Algo americano? – Viktor pergunta enquanto segura levemente o braço de Bruna e percorre o metal em seus braços com as unhas.
- Não, não, eu sou Bruna Magalhães, ou Blush, como preferirem chamar; sou brasileira e não americana, e quanto ao “D” ele é “Modulo vivo de transporte-combatente-moldavel-supra-adaptavel-pesquisador-e-invasor-de-redes Master IVX-QD33”, mas simplificando: um aparelho que eu e alguns amigos construímos para combater os “Bots”... Por falar nisso? Como vocês conseguiram se esconder deles? – Retruca Bruna terminando sua resposta com um questionamento.
Viktor e Dimitri, se olham com um olhar confuso, respondendo a Bruna que nunca ouviram falar sobre “Bots” ou o a “tecnologia” que Bruna questiona logo após; deixando-a mais confusa ainda.
- Tá certo, agora eu to muito confusa... Como vocês não conhecem os “Bots” se eles já dominaram mais de 93% do planeta? A não ser que... Não pera, em que anos estamos?! – Pergunta Bruna tentando sanar a confusão criada pela situação.
- Como assim em que ano? Estamos nos anos das Olimpíadas de Moscou... 1980... – Responde Dimitri confuso com a pergunta de Bruna.
- Isso quer dizer que... eu não me teletransportei... eu viajei no tempo!! – Fala consigo mesma levando as mãos ao rosto.
Bruna começa a gesticular e falar sozinha enquanto Dimitri e Viktor apenas a observam caminhar de um lado pro outro balbuciando formulas físicas sem parar. Viktor com um simples toque no ombro de Dimitri pede para que cuide da garota, ele deve voltar aos outros que estão a sós com Sasha. Bruna para apenas quando algo chama a atenção de todos, um novo clarão idêntico ao que “trouxe” Bruna aparece nos céus do bosque; mas com um tamanho absurdamente maior.
Lembrando do que acontecera com o clarão quando Bruna apareceu Dimitri pega a garota rapidamente e a leva para próximo dos outros enquanto grita a todos:
- Protejam-se!!! Essa coisa vai explodir logo!!!
Mas ao contrário do clarão que trouxe Bruna, este se torna azul, mas não suga nada para dentro dele; ao contrário começa a expelir lentamente um sem fim de clarões menores que descem lentamente para dentro do bosque, até que finalmente a gigantesca explosão acontece.
- Para trás de mim!!! – Grita Bruna saltando dos braços de Dimitri, enquanto “D” se molda em uma grandiosa armadura que expele quase que imediatamente um campo esverdeado sobre todos do grupo.
A explosão ocorre e uma grande nuvem de poeira cobre o local, agora parcialmente destruído; o pequeno globo esverdeado continua estático em meio a poeira. Bruna desativa seu modulo de proteção e verifica se todos estão bem; Dimitri se levanta em meio ao resto do grupo apreensivo, logo mais seguido por Sasha que apenas consegue pronunciar uma única palavra:
- Jormungand...

(Fim - P3/P4 - Nутешественник/Viajante)

P3/P4 - Cвязь/Conexão

         P3 – Cвязь

A neve começa a cair em meio aos corpos dilacerados no chão, tingindo-se de vinho ao tocar as poças de sangue que já começam a congelar; som nenhum é ouvido no bosque, exceto pelos suspiros roucos de Lev e o ranger de minhas presas enquanto meus instintos de fúria e ódio tomam meu corpo. Sasha por um segundo tenta me segurar para que o pior não aconteça, mas ele sabe que não é sábio tentar conter um obototen em frenesi. Logo meus olhos se preenchem com a cor do luar, um branco pálido e ofuscante, o ultimo indicio de que minha consciência havia sido subjugada pela minha ferocidade.
                Os demais sequer conseguem me acompanhar com os olhos; um único salto foi o necessário para alcançar Gregor, que imediatamente solta a garganta de Lev e tenta fincar suas garras no meu peito, mas antes que consiga sequer se aproximar seu braço esquerdo já esta pairando no ar lançando jatos de sangue em todas as direções. Não demora e Gregor esta ajoelhado a minha frente garnindo sobre a poça de sangue que escorre incessantemente de seu braço amputado; logo saciarei minha vontade, arrancarei a cabeça deste amaldiçoado sem hesitar e me banharei em seu sangue era o que eu pensava. Ao sentir minhas intenções Viktor e Sasha agarram meus braços me imobilizando, a única coisa que me resta é gritar e urrar contra os dois ate que me acalme gradativamente; quando volto a ter o controle do meu corpo novamente, aos poucos a besta se acalma vejo o que fiz; Gregor agora esta inconsciente devido a perda de sangue; mas sinceramente gostaria que Sasha e Viktor não tivessem me impedido, e que ao invés de inconsciente ele estivesse morto.
                Sasha da os primeiros socorros a Gregor, que é novamente acorrentado pouco antes de recobrar a consciência; mas dessa vez seu furor é transformado em medo quando seus grandes olhos amarelados chegam a mim. Minhas feridas e rasgos são tratados logo após, Sasha termina as de Lev, que mesmo sem o controle sobre sua forma bestial parece reconhecer a ajuda dada pelo ancião. A noite se estende e a neve começa a cair mais fortemente, eu e os outros dois velhos nos preocupamos em manter uma guarda mais rígida, receosos de que um novo ataque aconteça; mas ate próximo das quatro da manha o único som que ecoa no bosque são o dos uivos dos aprisionados e do vento gélido que corta entre os galhos das arvores como navalha.
                Em meio a noite algo me chama a atenção, um pequeno ponto mais a frente de onde nos estávamos, onde a neve não cai; e todo e qualquer floco de neve que adentra aquele ponto desaparece instantaneamente; não seria nada de anormal se não tivesse visto uma pequena lebre ser sugada para dentro do lugar e sumir como os flocos de neve ao se aproximar do mesmo. Atraído pelo ponto onde nada nem mesmo o cheiro da terra parece existir ali me aproximo devagar; e aos poucos meus passos pesados pela neve parecem se tornar mais leves quanto mais me aproximo do local, mas para o meu azar não é a neve que esta em menor quantidade e sim que a neve e ate mesmo eu estou sendo puxado para dentro da pequena área; mesmo que com uma força facilmente contornável; me agacho e continuo a observar e de dentro dela um leve brilho de tom azulado começa a preencher meus olhos; junto a isto a força de atração aumenta e agora tenho que manter certa força e resistência para não ser puxado.
                A pequena área parece se expandir enquanto Dimitri se afasta dela; tendo que aumentar a cada segundo a força que usa para se afastar da área. Sasha e Viktor logo percebem a mudança e o “puxão” dado pela área e rapidamente se põem em prontidão esperando algo acontecer. O brilho azulado aumenta de tal forma que chega a ofuscar a visão dos que ali estavam. Plantas e arbustos menores são sugadas pelo pequeno espaço que cintila em um azul metálico cada vez mais forte; ate que a atração inesperadamente se cessa para a surpresa de todos; mas com um brilho ainda maior a área expele um grande objeto em meio a uma pequena explosão que empurra a todos. Ao voltar os olhares para a direção que o buraco estava, lá caído agora se encontra um grande amontoado de ferro e aço que parece pulsar; e em meio a este aço pulsante o rosto de uma pequena garota se esconde inconsciente.
(Fim P3 – Cвязь)


       
P4 – Conexão

“Diário de pesquisa dia 13/10/38.
Estamos terminando o modulo de transporte, ainda não arranjamos um nome para ele; mas o Marcelo sugeriu “Invader”, já a Barbara deu a idéia de “Nabucodonosor” já que estamos em situação parecida a um filme antigo do século passado; mas eu fui contra, é muito comprido para fazer um desenho na área externa! Enfim, ela hoje me trouxe os planos de um novo gadget para o modulo, segundo ela é um re-distribuidor de partículas estáticas no espaço; que eu comecei a chamar de “Teleporte” assim que ela me explicou o que ele faria.
Ate agora o modulo parece estável, não explodiu mais nenhuma vez e Marcelo esta quase terminando a área de controle neural; todos estão empolgados para utilizar o modulo!
                Câmbio, desligando!”
(Fim P4 - Conexão)