P3 – Управление
27 De Julho de
1980, as pessoas se animam por causa das olimpíadas; vibram, torcem, riem e
choram; enquanto eles se preocupam com coisas fúteis como os jogos, eu me
preocupo apenas com duas coisas; manter o controle hoje e acabar com Ivan e
qualquer coisa que ele tenha amaldiçoado. Por enquanto a preocupação principal
é me controlar, hoje a lua cheia surgirá nos céus de novo... É melhor ir ao
encontro de Viktor logo, não quero entranhas espalhadas pelo chão como a dos
moradores do prédio onde eu costumava viver.
Não me
arrependo das pessoas que mato, o único culpado nesta estória é Ivan, ele sim é
o maldito culpado por todas as mortes que eu ou qualquer uma dessas bestas
causarem. Não me entendam mal, ser um deles não é totalmente ruim; estou mais
forte, rápido, resistente e ate consigo sentir o quão excitada uma mulher esta
apenas pelo cheiro. Já matei algumas pessoas, inocentes até, quando me
transformo só consigo pensar em duas coisas, caça e comida; é como dirigir um
carro desgovernado, você sabe que ele ira bater e atropelar algumas pessoas,
mas nada pode fazer, não sinto remorso algum quando o “carro” atropela alguém,
em alguns casos assistir o “acidente” se torna até prazeroso...
Desde que
matei meu senhorio no prédio em que morei alguns meses atrás voltei a viver com
Viktor, não é um hotel de luxo, mas pelo menos tenho onde me esconder do frio.
Viktor também é um Obototen, mas prefere ser chamado de Garou; ele é um velho
ranzinza que foi amaldiçoado no final dos anos 50 por uma garota que ele se
apaixonou; sobre ela, ele me conta apenas o nome; Valery; toda vez que
pergunto algo a mais ele muda de assunto ou simplesmente diz que este cansado
demais para se lembrar de pessoas que ele não quer.
Já é quase
noite; tenho que me encontrar com Viktor e os outros; sim existem outros, somos
um grupo de seis; eu, Sasha e Viktor fomos transformados intencionalmente, Alexei,
Gregor e Lev foram transformados em ataques, são literalmente “acidentes”.
O grupo é bem heterogêneo mas entre eles me aproximei de duas pessoas alem de Viktor; Lev uma jovem de 16
anos que foi amaldiçoada aos 14 pelo próprio pai e Sasha o mais velho e
rabugento cachorro que existe; o primeiro dentre nosso grupo, mais antigo até
do que Viktor foi transformado quando tinha 15 em um ataque ao vilarejo em que
vivia ao sul de Moscou. Sempre nos encontramos no mesmo local durante as noites
de lua cheia, os mais novos que não tem controle sobre a transformação são
acorrentados nas arvores do bosque para que não acabem atacando a inocentes ou
ate mesmo a outros de nós; infelizmente algumas pessoas que conheci em noites
de lua cheia não tiveram a mesma sorte, acabei aprendendo a controlar minha
forma sozinho, mas antes disso tive o sangue de muitos inocentes em minhas
mãos
(Fim P3 – Управление)
P4 – Controle
“Diário de
pesquisa dia 24/12/38.
O protótipo
D-Structor esta funcionando perfeitamente, todos os sistemas parecem
operacionais... Ele está vivo! HAHAHAHAHAHAH! – AHEM! Eu sempre quis dizer
isso.
Ainda
preciso de alguns dados finais que o Marcelo irá me mandar assim que se
encontrar com Barbara; mas algo me intriga um pouco, nenhum dos dois esta
online na linha de conexão de curta distancia apenas nos temos acesso e nem
mesmo Pryce pode acessá-la, agora ficarei aguardando novas informações.
Desligando! “
Estranho,
não consigo manter contato com nenhum dos caras e o “Crusher” (Marcelo) deveria
esta por aqui a uma hora dessas... Não acredito que vou ter que sair do
esconderijo por causa daqueles dois! Que saco!
-
Tzzz...Tzzz...B...Tzz...Bruna....?...Tzzz – Soa rasgadamente o transmissor de
voz.
-
Barbara?!! Barbara?? Responde! Barbara!
-
Tzz... Bruna!...Tzzz... S...Sai...Tzzz....Sai daí!!!...Tzzz... Os
Bots....Tzzzz.... Click. – A voz de Barbara se silencia abruptamente, apenas
para aumentar mais ainda a preocupação de Bruna.
Tentativas
sem sucesso de ligar pra Barbara apenas me deixam mais e mais tensa; logo minha
preocupação se torna outra assim que começo a ouvir o som ensurdecedor e agudo
dos Bots de localização; algo que mais parece um grito fino e estridente usado
para atordoar os alvos e isso esta começando a me afetar. Tenho que ir ate o “D”
é a única chance de fugir daqui, e também a única se eu quiser resgatar Barbara
e Marcelo.
Peguei
apenas o essencial e corri diretamente para o “D”, mesmo sem tudo estar
terminado; o melhor de tudo ainda não testamos as conexões neurais e nunca
demos uma “volta” com ele... Bem ou isso da certo, ou eu estarei com grandes
problemas.
Tenho que fazer as conexões apressadamente, ligando os sensores de sinais vitais ao meu
corpo; mãos, peito, pescoço e testa; em seguida o que mais me preocupava...
a agulha de conexão neural, que seria encravada diretamente na minha nuca,
criando um plug-in fixo garantindo troca de informações direta entre o D-Structor e eu. O plug-in junto com a
agulha é finalmente conectado, mas a dor é quase insuportável mesmo tentando me controlar os gritos roucos e altos são incontroláveis e sem que eu perceba eu tenho a atenção das sondas Bots do lado de fora do esconderijo; um galpão subterrâneo
de um velho armazém abandonado já na saída de Recife.
Os
Bots identificam e localizam a origem dos meus gritos e através de sensores
fazem o reconhecimento da área; após cerca de dois minutos, um grande Bot com
longos braços se aproxima do esconderijo; e eu não consigo pensar em nada, pra piorar minha visão esta ficando escura.
(Fim P4 - Controle)

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