O Fim de uns é apenas o inicio de outros...

quarta-feira, janeiro 30, 2013

P3/P4 - Управление/Controle


P3 – Управление

27 De Julho de 1980, as pessoas se animam por causa das olimpíadas; vibram, torcem, riem e choram; enquanto eles se preocupam com coisas fúteis como os jogos, eu me preocupo apenas com duas coisas; manter o controle hoje e acabar com Ivan e qualquer coisa que ele tenha amaldiçoado. Por enquanto a preocupação principal é me controlar, hoje a lua cheia surgirá nos céus de novo... É melhor ir ao encontro de Viktor logo, não quero entranhas espalhadas pelo chão como a dos moradores do prédio onde eu costumava viver.
Não me arrependo das pessoas que mato, o único culpado nesta estória é Ivan, ele sim é o maldito culpado por todas as mortes que eu ou qualquer uma dessas bestas causarem. Não me entendam mal, ser um deles não é totalmente ruim; estou mais forte, rápido, resistente e ate consigo sentir o quão excitada uma mulher esta apenas pelo cheiro. Já matei algumas pessoas, inocentes até, quando me transformo só consigo pensar em duas coisas, caça e comida; é como dirigir um carro desgovernado, você sabe que ele ira bater e atropelar algumas pessoas, mas nada pode fazer, não sinto remorso algum quando o “carro” atropela alguém, em alguns casos assistir o “acidente” se torna até prazeroso...
Desde que matei meu senhorio no prédio em que morei alguns meses atrás voltei a viver com Viktor, não é um hotel de luxo, mas pelo menos tenho onde me esconder do frio. Viktor também é um Obototen, mas prefere ser chamado de Garou; ele é um velho ranzinza que foi amaldiçoado no final dos anos 50 por uma garota que ele se apaixonou; sobre ela, ele me conta apenas o nome; Valery; toda vez que pergunto algo a mais ele muda de assunto ou simplesmente diz que este cansado demais para se lembrar de pessoas que ele não quer.
Já é quase noite; tenho que me encontrar com Viktor e os outros; sim existem outros, somos um grupo de seis; eu, Sasha e Viktor fomos transformados intencionalmente, Alexei, Gregor e Lev foram transformados em ataques, são literalmente “acidentes”. O grupo é bem heterogêneo mas entre eles me aproximei de duas pessoas alem de Viktor; Lev uma jovem de 16 anos que foi amaldiçoada aos 14 pelo próprio pai e Sasha o mais velho e rabugento cachorro que existe; o primeiro dentre nosso grupo, mais antigo até do que Viktor foi transformado quando tinha 15 em um ataque ao vilarejo em que vivia ao sul de Moscou. Sempre nos encontramos no mesmo local durante as noites de lua cheia, os mais novos que não tem controle sobre a transformação são acorrentados nas arvores do bosque para que não acabem atacando a inocentes ou ate mesmo a outros de nós; infelizmente algumas pessoas que conheci em noites de lua cheia não tiveram a mesma sorte, acabei aprendendo a controlar minha forma sozinho, mas antes disso tive o sangue de muitos inocentes em minhas mãos
(Fim P3 – Управление)



P4 – Controle

“Diário de pesquisa dia 24/12/38.
O protótipo D-Structor esta funcionando perfeitamente, todos os sistemas parecem operacionais... Ele está vivo! HAHAHAHAHAHAH! – AHEM! Eu sempre quis dizer isso.
                Ainda preciso de alguns dados finais que o Marcelo irá me mandar assim que se encontrar com Barbara; mas algo me intriga um pouco, nenhum dos dois esta online na linha de conexão de curta distancia apenas nos temos acesso e nem mesmo Pryce pode acessá-la, agora ficarei aguardando novas informações. Desligando! “
                Estranho, não consigo manter contato com nenhum dos caras e o “Crusher” (Marcelo) deveria esta por aqui a uma hora dessas... Não acredito que vou ter que sair do esconderijo por causa daqueles dois! Que saco!

                - Tzzz...Tzzz...B...Tzz...Bruna....?...Tzzz – Soa rasgadamente o transmissor de voz.

                - Barbara?!! Barbara?? Responde! Barbara!

             - Tzz... Bruna!...Tzzz... S...Sai...Tzzz....Sai daí!!!...Tzzz... Os Bots....Tzzzz.... Click. – A voz de Barbara se silencia abruptamente, apenas para aumentar mais ainda a preocupação de Bruna.

                Tentativas sem sucesso de ligar pra Barbara apenas me deixam mais e mais tensa; logo minha preocupação se torna outra assim que começo a ouvir o som ensurdecedor e agudo dos Bots de localização; algo que mais parece um grito fino e estridente usado para atordoar os alvos e isso esta começando a me afetar. Tenho que ir ate o “D” é a única chance de fugir daqui, e também a única se eu quiser resgatar Barbara e Marcelo.
                Peguei apenas o essencial e corri diretamente para o “D”, mesmo sem tudo estar terminado; o melhor de tudo ainda não testamos as conexões neurais e nunca demos uma “volta” com ele... Bem ou isso da certo, ou eu estarei com grandes problemas.
                   Tenho que fazer as conexões apressadamente, ligando os sensores de sinais vitais ao meu corpo; mãos, peito, pescoço e testa; em seguida o que mais me preocupava... a agulha de conexão neural, que seria encravada diretamente na minha nuca, criando um plug-in fixo garantindo troca de informações direta entre o  D-Structor e eu. O plug-in junto com a agulha é finalmente conectado, mas a dor é quase insuportável  mesmo tentando me controlar os gritos roucos e altos são incontroláveis e sem que eu perceba eu tenho a atenção das sondas Bots do lado de fora do esconderijo; um galpão subterrâneo de um velho armazém abandonado já na saída de Recife.
                Os Bots identificam e localizam a origem dos meus gritos e através de sensores fazem o reconhecimento da área; após cerca de dois minutos, um grande Bot com longos braços se aproxima do esconderijo; e eu não consigo pensar em nada, pra piorar minha visão esta ficando escura.
                        (Fim P4 - Controle)

Nenhum comentário:

Postar um comentário